quarta-feira, 18 de setembro de 2013

o gosto de sangue na boca
o preconceito nas mãos
e a indignação nos olhos.
a violência no prato
a impunidade que mata
o silêncio que destrói.
a invisibilidade imposta
o grito dos oprimidos
as lágrimas dos perdidos
a dor  de amar.
a despedida fria
no asfalto quente
do futuro que segue
na corda bamba
da vida.

Em homenagem a Alcilene Domingos de Moura, 27 anos, 04 filhos e que executada com um  tiro de escopeta no dia 15 de setembro de 2013.

na estrada
cheiro de mato
vontade de felicidade
e fome de paixão.

vou abrir o coração
convidar o amor
transformar solidão
em poesia e ser feliz.


meu caminho
meu coração
meus sonhos.
meu sorriso
minha vida,
meus desejos,
minhas escolhas.